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Marketing Gastronômico [pt]

 

MARKETING GASTRONÔMICO

O que é Marketing Gastronômico? Porque devemos tê-lo em conta e como utilizá-lo ao meu favor?

Te convido a parar 1 minuto para entender o movimento do Marketing Gastronômico, que eu trago em exclusividade para vocês. Um conceito NOVO criado na Inglaterra, difundido na Espanha e adaptado por mim, ao público lusofônico e francofono.

O Marketing Gastronômico nada mais é que transcender as necessidades dos nossos clientes. Como? Proporcionando experiências, inspirando este mundo efêmero, fazendo com que os clientes vivam o real em plena consciência; que comam uma comida de verdade, orgânica e que compartilhem nas redes sociais em abundância para que esta experiência seja difundida a nível Global.

Fala-se de experiência e nada mais coerente que transcender esta experiência para o nível gastronômico, certo?

No ano de 2017, estamos em plena Era do Marketing 4.0 (do Digital). O mundo anda conectado literalmente, no Brasil passamos mais tempo conectados que a conversando sobre a refeição a mesa e a maioria dos brasileiros olha o seu smartfone antes mesmo de se levantar da cama, a Consultoria Americana TrendWatching confirma. Na verdade, como as organizações utilizam estas informações? Limitadamente, eu posso afirmar pelas minhas experiências ao redor do mundo.

Então o que as organizações estão esperando para acompanhar estes processos que estão literalmente a “comer o mundo”? Quais estratégias digitais a adotar? E como o modelo de organizações exponenciais podem ajudar as empresas a ter um melhor desempenho?

Eu convido vocês a descobrir este mundo avant-gardiste antes que seja tarde demais, vem? eu te guio!

O Marketing Gastronômico (MG) tem por objetivo de ir além de satisfazer seu cliente. A principal meta é de fazer com que seus clientes consumam com emoção, que saiam de seu estabelecimento felizes e que transmitam esta experiência ao máximo de pessoas possíveis.

No Brasil, o Marketing e a gastronomia são ainda tratados de forma separada. Ora que na Inglaterra, local onde foi criando o conceito de Marketing Gastronômico e na Espanha, país que dissipou o conteúdo com a primeira escola online de MG, já estão com alguns passos adiante de nós. Na frança, este conceito ainda não é aplicado de forma científica. Fala-se de Marketing Culinário, restrito a comida propriamente dita, ao invés de marketing gastronômico, mais abrangente.

Os consumidores do mundo atual estão em constante transformação. Hoje em dia, os clientes das gerações X, Y e Z estão querendo viver experiências, sensações marcantes e participar do processo de criação. São os novos clientes, conectados, descomplexados e bastante antenados.

O mundo da gastronomia também está se transformando e juntamente com ele, as regras do jogo estão se modificando. Se antes, o Marketing tinha foco nos clientes, passando para os produtos. Hoje, as regras do jogo está nas mãos dos clientes conectados, fala-se da Era do digital. Perante uma necessidade de personalização de produtos, redução de cardápios e com foco nos restaurantes exigida pelos clientes. O Marketing Gastronômico chega para atender a necessidade dos consumidores atuais. Um estudo publicado recentemente pela agência internacional We Are Social mostrou que o País está entre as nações mais conectadas do mundo. Ou seja, no Brasil, as pessoas permanecem online aproximadamente 9 horas por dia, o que o posiciona como a terceira nação mais conectada do mundo.

Você está preparado para este novo modelo de consumo? O marketing Gastronômico te ajuda.

O desafio agora é fazer com que as organizações se adéquem nesta passagem ao digital, atendendo o principal objetivo do Marketing Gastronômico: fazer seus clientes felizes. É importante definir, neste primeiro momento, o que é um cliente feliz. Neste sentido, podemos dizer que um cliente plenamente feliz é aquele que consome sorrindo e sai do estabelecimento, fazendo publicidade eque por fim, dali a algumas semanas ele irá retornar.

Assim, cria-se o que eu chamo de “circulo da lealdade” mais amplo em dimensão que a fidelidade. A fidelidade tem uma obrigação de consumo, tem uma ideia de fiel a marca sem trocá-la por outra. Já a lealdade, se constrói através dos laços de honestidade, de escolhas pessoais e de valores de ambos os lados. A fidelidade e a lealdade devem andar juntas mas tenha em vista que, a missão da sua empresa se desenvolverá muito mais se você focar na lealdade, ao invés da fidelidade.

Uma razão é certa: hoje a tendência dos restaurantes é serem cada vez mais especificados em uma determinada área. Então vamos ilustrar com um exemplo simples?

L’entrecôte de Paris – Neste caso como moro em Bordeaux, todas as fotos foram produzidas no entrecôte DAQUI.

Primeiro, eles utilizaram o nome, em francês,  “entrecôte”. Entrecôte é traduzindo como: um corte especifico de bife de vaca, o que chamamos no Brasil de contrafilé.

Acrescentaram o nome “de Paris” (Na França, o nome do restaurante é somente L’entrecôte), com intuito das pessoas geo localizarem a empresa, saber de onde provém o conceito e ele vem da França, como o próprio nome já diz.

Depois, Paris é um nome familiar, até para as pessoas que nunca visitaram a cidade. A ideia aqui é achar “chique” que se traduz em bom e confiável (porque tudo que vem da França tem uma boa imagem no Brasil). Ainda mais, eles querem deixar bem claro que esta franquia é a ORIGINAL de Paris e não proveniente de outras cidades como Lyon, Bordeaux, Marseille etc.

Então, você se sente seguro e confia, então você vai consumir neste lugar. Além do mais, você sabe que optando por este restaurante vai gastar em torno de uns RS 45,00 mais ou menos. Você sabe o que você irá comer; conhece também a especialidade deles;  Sabe que o foco deste restaurante é em carnes (por isso o nome entrecôte), que vai comer batata frita e que acompanha salada. Pronto, o conceito é muito simples.

E qual o diferencial deles? O que eles têm que os outros não tem? O molhinho. Este molho que foi criado em 1959, de alcaparras e mostarda, acompanha as peças de carne. Algo simples, sim, mas com o objetivo principal de ser referência nesta área à nível internacional.

“Ce sont les sauces qui ont créé et maintenu l’universelle prépondérance de la cuisine française”, écrivait le grand Escoffier dans son Guide culinaire (1903), artigo no jornal Le Monde, Le secret de l’Entrecôte enfin dévoilé.

* São os molhos que foram criados e que mantém o status universal da cozinha francesa (tradução livre)

E por fim, mas não menos necessário, a QUALIDADE. Nada no mundo é sustentado sem marketing e qualidade. O marketing para divulgar, expandir, comunicar, vislumbrar e a qualidade para ser a base do pilar, para garantir a estabilidade de anos de reputação.

A nova era de Food Tech deve focar no simples, no bom e no local. Então, pensem GLOCAL.

 

 

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Martinica [pt]

 

Oi pessoal,

Estou super feliz de compartilhar com vocês meu primeiro vídeo no YouTube. Nesta viagem gastronômica nosso destino foi a Martinica. Eu em parceria com Daniela Gilsogamo e com a colaboração com Gaëlle Sacarabany, do site “mon bonheur gourmand” decidimos “comer o mundo“. Gaelle é francesa, originária da ilha francesa Martinica, localizada no Caribe.

Esta ilha tão mais próxima do Brasil que da França tem características culturais similares a nossa. Possui também, uma grande influência de outras culturas e é super rica em termos gastronômicos. Nossa mestre cuca faz questão de cozinhar com produtos orgânicos, vindo diretamente do mercado. Eu que amo estas experiências, fui com ela pela manhã comprar os ingredientes e conhecer um pouco mais desta cultura linda. Nossa anfitriã nos deixou super a vontade para filmar, petiscar e comentar sobre os pratos que ela fez.

Quer saber? Deu água na boca!

No menu:

  • Entrada – Samousa de legumes com molho de iogurte (influência Indiana)
  • Prato de resistência – Frango Colombo e arroz pilaf branco
  • Sobremesa –  Banana flambada ao rum da Martinica e seu caramel beurre salé (Influência Caribenha)

Esta experiência foi incrível. Eu amo conhecer as pessoas, sua cultura e a gastronomia típica.  A comparação com o Brasil foi tão espontânea que nós embarcamos literalmente nesta viagem gastronômica.  Vem com a gente?

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Anne Tess Guimaraes: https://www.instagram.com/anne_tess/

Daniela Gilsogamo: https://www.instagram.com/daniela.gil…

Gaelle: https://monbonheurgourmand.com/

#danielagilsogamo #annetessguimaraes #dinneer #martinique

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Londres, visita de 3 dias [pt]

Londres, visita de 3 dias – Um roteirinho pronto só pra você!Photo: Hotel do St. Pancras Station

Por Anne Tess Guimarães

Aqui fiz um roteirinho condensado para quem vai visitar Londres durante 3 dias. Coloquei o que achei mais pertinente. O necessário é adquirir cultura e sair deste país mais inteligente. Londres é assim,  muitas informações para assimilar, então sejamos uma esponja pois a cada esquina é um aprendizado.

ROTEIRINHO CURTO:

Londres – 1 DIA – MANHÃ

Café da manhã no Green Park ou St James Park (é possível visitar os dois parques no mesmo dia, eles são bem próximos). Os parques são lindos, gigantescos, muito bem cuidado.

Endereço: The Old Police House – Hyde Park – London – W2 2UH

05:00 – 00:00

DICA 1 – É super importante levar um casaquinho, se vocês pretendem ficar no parque. Eu sempre ando com minha echarpe de caxemira porque ela é bastante quentinha e meu casaco de chuva IMPERMEÁVEL. Apesar de não ter tido chuva nos dias que fomos viajar, tinha um vento úmido e forte. Foram minhas peças essenciais que não largava por nada e usava todos os dias.

É nos grandes parques que a imponência e riqueza da realeza fica registrada nas entrelinhas. É também através da cultura e inteligência (sim, aquilo que seu cérebro retém como informação e principalmente, como você usa esta informação no seu dia a dia) que os ingleses, assim como a maioria dos Europeus, vão ter aquela “primeira” impressão da pessoa.

Abaixo uma parte minúscula do Kensington Gardens, que estava no caminho das nosso trajeto. Neste parque há o Memorial dedicado a Princesa Diana. “Planted with formal avenues of magnificent trees and ornamental flower beds, the gardens are also home to the popular Diana, Princess of Wales Memorial Playground.”

3 – Kensigton Gardens

Endereço: The Old Police House – Hyde Park – London – W2 2UH

06:00 – 21:15

 

 

 

 

 

 

 

Aproveitamos para apreciar a vista e tomar um café no Italian Gardens Cafe.

 

Londres – Buckingham Palace – A troca de guarda se faz às 11h30, não esqueça que os ingleses são super pontuais e cabe chegar mesmo com 1h de antecedência se você quiser pegar um bom lugar.

No caminho entre o Green Park e o St James Park para o Palácio de Buckingham tem o House o Parlament, Westminster Abbaye e o Big Ben, aproveita

pra ajustar a hora do seu relógio com o relógio inglês.

 

 

Londres – Natural History Museum

Este Museu é dividido em vários temas. Acredito que seja necessário um dia inteiro ou mais para quem ama museus. Nós passamos uma tarde inteira, não foi o ideal mas este foi o museu que menos gostei. Tem uma energia estranha, talvez por ser muito antigo, ter muita gente e tinha uma grande parte de animais empalhados que me atravessa o espírito e me deixa triste.

As melhores zonas para visitas são: Partir para investigar a Era dos dinossauros, tão legal poder acompanhar esse processo de início da terra, essas criaturas inimagináveis que habitava nosso planeta antes mesmo de uma civilização existir, é fenomenal. Depois escolhemos visitar o simulador de terremoto e catástrofes naturais. Eu tenho uma certa quedinha por fim de mundo com catástrofes naturais e foi muito interessante saber como ocorre e o que fazer no caso de uma catástrofe ser ativada. Informações muito importantes para grandes e pequenos.

Por fim escolhemos terminar pelas pedras de diferente tipos e até um pedaço da LUA é possível ver com os seus próprios olhos. As pedras  preciosas mais valiosas do mundo INCLUSIVE VÁRIAS DO BRASIL. Visitar museu sempre é um pouco contraditório pra mim. É uma pena que no Brasil não tenhamos estrutura para abrigar nossas riquezas para que também possamos reconhecer estas RIQUEZAS que possuímos e VALORIZÁ-LAS também já que em sua maioria dos casos são os estrangeiros que os fazem. O lado positivo disso tudo é ver que eles guardam essas riquezas e na Inglaterra dão acesso GRATUITO para todos, estrangeiros ou não.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Londres – Piccadilly Circus, Regent Street, Carnaby Street e Oxford Street

A noite vai cair e o melhor é ir para o bairro SOHO (Um bairro bem alternativo, dinâmico no qual abriga os musicais mais animados de Londres). Eu escolhi O fantasma da ópera (comprei com antecedência pela internet, os bilhetes voam e é bom garantir uma excelente poltrona). O Fantasma da Ópera é um clássico com mais de 30 anos de espetáculo no mesmo local. Não poderia ser diferente, era um desejo desde minha adolescência de assistir este musical depois de assistir o filme umas 5 vezes com minha mãe, minha tia, a vizinha da minha tia, meu primo e eu sozinha HA!

 

 

 

 

Londres- TARDE – Loja de M & Ms

Esta loja é fantástica. Faz anos que não comia M&M’s porque aqui na França só vendiam os chocolates com amendoim e este eu não gostava. O que eu queria era chocolate com chocolate, simples assim. A loja em si é uma experiência fantástica, para eu que fiz marketing é o estudo de campo mais excepcional que eu já pude fazer. Sim, o marketing experimental é o futuro e eu testei e aprovei. Lógico que fui persuadida pelo saquinho de chocolate que comi.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Londres- Loja do LEGO

A loja de lego parece sem graça, tem fila e confesso que fui muito mais pelos meninos que por mim que entrei. Uma vez dentro da loja, mais uma experiência incrível, tudo é feito de lego e em tamanhos gigantescos. Eles deixam as pessoas brincarem o tempo que quiser e pasmem, os adultos levam os filhos (pretexto) mas são os pais que ficam lá brincando por horas. Nós voltamos a ser crianças e não vimos o tempo passar. Passamos 2H! simmm, a loja é gigantesca e se você entrar no jogo como nós fizemos os segundos viram minutos e estes viram horas. Você tem a possibilidade de criar seu próprio lego como personagem e fazer

um chaveiro. Experiência? Não me convide duas vezes. Fui!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                              

 

 

Londres- Jantar no Chinatown

Este bairro nos faz viajar para a Ásia, digo Ásia porque os restaurante não são somente chineses tem opção para todos os gostos e bolsos. Vale a pena se perder nestas ruas e apreciar a arte de rua exprimida lá. Lá tudo está escrito em diversas línguas asiáticas, não se sabe ao certo o que se quer dizer mas tem fotos e cardápios em outras línguas o que fica mais fácil de fazer o pedido. Alguns garçons falam inglês. Sobretudo escolha um local limpo, onde tem muitas pessoas comendo. A dica é dá uma olhada no ambiente e no menu que está exposto na rua.

 

Photo: friendlyrentals

 

Londres – 2 DIA

MANHÃ – Este dia lindo começa com destino à Notting Hill (assistir o filme Notting Hill para quem ainda não viu é uma dica bacana. Sim, o filme é romântico mas é super legal de passar pelas ruas desta vilinha e saber que você já viu um filme no qual a Julia Roberts filmou ali). Este bairro é muito lindo, vintage e cheio de brechós de moda. Algumas horinhas e dá pra pescar umas peças únicas que ninguém tem, só você! Andar pelas ruas de Portobello Portobello Road é uma rua no bairro de Notting Hill, no distrito de Kensington e Chelsea, no oeste de Londres, na Inglaterra. Aos sábados, recebe a Portobello Road Market, um dos mercados de rua mais conhecidos e frequentados de Londres, famoso pelas roupas em segunda mão e antiguidades. Desde 1996, é realizado, todos os anos, em Agosto, nas redondezas de Portobello Road, o Festival de Cinema de Portobello.

 

 

Tower Bridge, o clichê, Londres.

Os dois monumentos que me fizeram realmente sentir em Londres foi o Big Ben e a Tower Bridge. Linda linda linda!Minhas palavras não seriam suficientes para expressar a beleza desta arquitetura. 

 

 

 

 

 

 

Photo 1 e 2:wallpapers-xs

 

3 DIA

 

Brixton para desintoxicar, Londres.

Brixton é um bairro que não se explica. Se sente! Um bairro alternativo, artístico, com alma própria mas ainda abandonado pelos olhos de muitos. Não há palavras para descrever o amor que há neste ambiente. Ainda existem muitas pessoas que não compreendem o significado e a razão de lugares como este existir. O bem-estar que se sente, ou pelo menos nós sentimos, às 9h da manhã foi incrível. Paz, consciência tranquila porque como diz Philip Kotler faz mais de 10 anos “hoje, assistimos mais uma vez à transformação do marketing em resposta às novas dinâmicas do ambiente”. Foco na humanidade, na responsabilidade social para um futuro melhor. O que você está fazendo para ter o mundo que você gostaria de ter?

 

 

 

Muito amor!

 

National Library para amar, Londres.

 

 

 

 

 

 

 

 

Photo3: http://media-cache-ec0.pinimg.com

 

 

Este dia foi recheado de intuições. Fui presenteada com o mais bonito souvernir desta viagem. Quem me conhece sabe que eu amo visitar bibliotecas. Esse cheirinho de livros antigos em uma biblioteca é único no mundo todo. Acredito também que é uma forma de me sentir pertinho da minha mãe. Ela me levava todas as férias para trabalhar na biblioteca.

Os livros da “Alice no país das Maravilhas” são os meus preferidos. Então, neste dia, passando ao lado de um edifício normal, em uma rua pequena. Pude observar um banner de Alice no país das maravilhas enorme. Amo estes sinais da vida e decidi seguir meu instinto. Entrei achando que como amava Alice iria encontrar uma exposição de objetos da personagem. Na entrada tinha uma lojinha onde realmente tinham alguns muitos objetos de Alice, mas algo dizia que não era somente isso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tentei entrar em uma das salas de leitura mas só era possível se eu morasse em Londres, ou tivesse o cartão de membro da Biblioteca. Como o serviço é maravilhoso, ele perguntou o que eu estava exatamente procurando. Nem eu sabia, disse que era uma exposição. Então ele me indicou para a exposição paga sobre a Rússia. Sabia que não era isso mas insisti e perguntei porque tinha tantos banners sobre o livro da Alice no país das Maravilhas ali, ele disse que o livro estava exposto e me levou até lá na área das raridades.

Quando cheguei neste local, entendi o porque. O primeiro livro que vi foi o manuscrito original de Tess of the D’Ubervilles. Escrito pelo Thomas Hardy em 1889. Na verdade, a minha mãe colocou o nome de Tess pois ela leu e assistiu o filme e se apaixonou. Passei anos tendo que responder o porque meu nome era Anne Tess. Neste dia encontrei ali, a obra com a qual 100 anos depois a minha mãe me deu o mesmo nome.

 

                                                                      

 

Foi emocionante!Olhei para aquele manuscrito ali através de um vidro e entendi que era isso que eu tinha que ver. Por puro instinto, fui, aceitei e recebi o maior presente da minha vida. Indo mais além pude encontrar também, o manuscrito de Alice no país das Maravilhas. O original com a letra e os desenhos originais do Lewis Carroll. Ele escreveu em 1856 esta obra que é única até hoje. UMA EMOÇÃO ÚNICA!

Óbvio que passei horas nesta parte das raridades. A impressão que tive é que estava em um sonho de tão maravilhoso. Queria ler tudo. Entra no site da Biblioteca para conferir a lista dos livros raros expostos.

 

Harry Potter para reviver, Londres.

 

 

 

Por pouco eu ia perdendo um dos momentos mais engraçados da viagem. Isto porque eu pensava (errado) que a lojinha do Harry Potter, ficava nos estúdios da Warner Brothers e NÃO! fica na estação de trem da King’s Cross. Eu passei por esta estação quase todos os dias da viagem. Este dia eu me lembrei do primeiro dia e achava esta estação muito parecida com a do filme. Resolvi apostar, bater o pé e procurar. Não é que achei!! Foi muito incrível! A lojinha é realmente cheia de fãs e é lindo ver que o universo Harry Potter sobrevive até hoje. Na lojinha, eles tem desde varinhas “mágicas” até o bilhete de entrada na plataforma 9 3/4. A melhor parte de todas, foi comprar os bombons da “Bertie Borrs Beans”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Compramos os bombons e lógico que eu propus um “jogo de degustação” para ficar mais divertido. Íamos tirando nossos bombons sem olhar o sabor e tentávamos adivinhar. É óbvio que fui sorteada com os sabores de grama e ovo podre.

Na terceira rodada consecutiva com sujeira de pé, o meu estômago já estava embrulhado. Para quem não sabe os bombons tem realmente gostos estranhos. Acho que é até pior que o gosto de verdade. É muitooo ruim! acho que foi a experiência mais nojenta e na qual eu mais ri EVER.

O sorteado com o sabor vômito foi o Alain! Que passou dois dias com o gosto na boca, coitado! Nós que vimos a cena passamos dois dias rindo muito! Sobrou algumas balinhas, alguém quer??

 

 

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O que é Marketing Gastronômico ? [pt]

Olá! Tudo bem?

Te convido a parar 1 minuto para entender o movimento do Marketing Gastronômico, que eu trago em exclusividade para vocês. Um conceito novo criado na Inglaterra, difundido na Espanha e adaptado por mim, ao público lusofônico e francofono.

O Marketing Gastronômico nada mais é que transcender as necessidades dos nossos clientes. Como? Proporcionando experiências, inspirando este mundo efêmero, fazendo com que eles vivam o real em plena consciência; que comam uma comida de verdade, orgânica e que compartilhem nas redes sociais em abundância para que esta experiência seja difundida a nível Global.

Fala-se de experiência e nada mais coerente que ultrapassar a barreira da experiência para o nível gastronômico, certo?

No ano de 2017, estamos em plena Era do Marketing 4.0 (do Digital). O mundo anda conectado literalmente, no Brasil passamos mais tempo conectados que a conversando sobre a refeição a mesa e a maioria dos brasileiros olha o seu smartfone antes mesmo de se levantar da cama, a Consultoria Americana TrendWatching confirma. Na verdade, como as organizações utilizam estas informações? Limitadamente, eu posso comprovar pelas minhas inúmeras experiências ao redor do mundo.

Então o que as organizações estão esperando para acompanhar estes processos que estão literalmente a “comer o mundo“? Quais estratégias digitais a adotar? E porque o modelo de organizações exponenciais podem ajudar as empresas a ter um melhor desempenho?

Eu convido vocês a descobrir este mundo avant-gardiste antes que seja tarde demais, vem? eu te guio!

 

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Tendências Alimentares [pt]

“Eu sou uma mistura daquilo que eu me alimento e daquilo que eu não me alimento” Jean-Philippe de Tonnac

Esta frase ficou como reflexão durante alguns dias após a leitura da revista mais inteligente que já encontrei. A revista é francesa e chama-se “Question de” tradução: “questão de” e é escrita sob a supervisão de Marc de Smedt. Os artigos são compilados em um formato parecido com um mini livro e são publicadas somente quatro (4) vezes ao ano. Os editores visam explorar ao máximo a qualidade em plena consciência do conteúdo, ao invés de quantidade. A cada nova estação do ano é publicada uma edição da revista com um foco  preciso. Nesta última edição, os artigos estão todos relacionados com a exploração infinita do nosso corpo.

“O corpo é o ponto zero do mundo, é aqui onde os caminhos e os espaços se encontram” Michel Foucault

É com esta frase que começamos a refletir em um novo modo de consumo mais consciente. Navegando pelas redes sociais, ainda encontramos muitas pessoas focadas nas últimas dietas, regimes e milagres que estão na moda para ter um corpo “aceitável”. Tudo isto em busca de um ideal, talvez, de permanecer jovem ou de aparentar ser saudável. Mas a que preço? A grande questão que colocamos neste momento é: Estamos entrando em uma nova era voltada a ética do corpo?

Primeiramente, quero deixar bem claro que fazer exercício é fundamental para o nosso corpo, espírito e mente. Depois também quero esclarecer que não estou tomando partido de nenhum grupo alimentar, nem impondo modo de vida a ninguém. Por fim, o que está escrito neste artigo é o meu único e exclusivo ponto de vista baseado nas observações, leituras e discussões que pratico diariamente. Em nenhum momento reflete necessariamente o ponto de vista da revista que citei. Sendo assim, continuemos a pensar…

Durante o meu curso de gastronomia, eu pude observar muito antagonismo neste ambiente, por exemplo: Uma das pessoas que encontrei, tem um corpo “esteticamente” bonito para os padrões de hoje mas quando percebi o modo de consumo da alimentação desta pessoa fiquei chocada. Ela se privava de quase tudo e consumia somente a metade das calorias que são necessárias para o corpo de uma mulher. Ou seja, um consumo completamente defeituoso, que sim, trouxe um bem estar estético mas por dentro seu corpo gritava atenção.

Acredito hoje que o que precisamos em nossas vidas é: EQUILÍBRIO. O tal do equilíbrio, tão simples de escrever e tão mais complicado de exercer, que nós todos sabemos, porque na verdade nosso corpo é inteligente e ele sabe o que devemos ou não ingerir. Para chegar ao equilíbrio do qual eu descrevo aqui, temos que tomar decisões e posteriormente ações que passam pelo caminho do autoconhecimento, realização e plena consciência.

Só podemos atingir estes momentos de equilíbrio, uma vez voltados pra nós mesmos. Como o corpo humano é maravilhoso, somente nós (cada um respeitando a sua estrutura óssea, sua genética e suas histórias de vida) é que sabemos qual tipo de comida faz bem pro nosso corpo e em qual a quantidade ideal. Não existe fórmula perfeita aplicável para todo o mundo. O pensador italiano Guido Ceronetti em seu livro: O silêncio do corpo, Editora Albin Michel, 1984, já dizia: ” tudo o que nós comemos faz bem a nossa saúde”. Permito-me acrescentar que tudo que for consumido de forma equilibrada e que provenha de um lugar onde o respeito pelo que é plantado existe logicamente nos fará bem. Como diz aquele sábio ditado popular que todos nós conhecemos “tudo demais é veneno”.

Hoje a moda é não consumir mais carne, abstrair todo a carne (VPO – viandes, poisson, oeufs – carne, peixes, ovos) animal de nossas vidas e entre carnívoros, vegetarianos e vegetalianos temos que nos enquadrar, mais uma vez, dentro de uma caixinha com um nome específico. São os tais grupos, que fazemos parte desde a escola até o fim dos nossos dias.

O que é importante saber é que aquele alimento que você consumiu é uma energia. Tudo é energia! Se você planta um legume em um local com sol, em um terreno propício (sem poluição), com adubo orgânico, respeitando o seu processo de crescimento, quando este alimento chega no seu prato é uma “vida” que alimenta uma outra vida. A relação do que está no seu prato com o que você ingere deve ser uma relação de amor. Amor próprio! E este amor possui características completamente diferentes de um outro legume que for produzido em larga escala, sendo forçado a crescer rapidamente, com uma luz artificial e talvez dentro da água (como é o caso de alguns morangos). Não se enganem, o gosto do que consumimos e principalmente como nós nos sentimos posteriormente a ingestão deste alimento, vai determinar se você vai ter uma boa ou má digestão. Vai determinar inclusive o seu estado de humor nas próximas horas por vir.

“Entre a sensação de ter fome e de estar saciado, cada um deve poder encontrar a sua fórmula secreta do seu bem-estar, cada um deve encontrar a sua liberdade interior!”

Por isso, acredito que o que é importante não é se você é carnívoro, vegetariano ou vegetaliano, entre outras categorias. O que acredito profundamente é no respeito que aquele alimento tem ANTES (de que forma este alimento foi gerado, alimentado e nutrido?), DURANTE (como foi a “morte” deste animal/vegetal?, ele foi respeitado?) e DEPOIS (como ele é tratado, o corte do alimento foi adequado ao produto?).

Os japoneses possuem as melhores facas do mundo, se você procura uma excelente faca são sem dúvidas as japonesas que você vai comprar. Temos ainda muito o que aprender com esta civilização tão sábia. Você sabe porque? Na verdade, eles acreditam na comida como um alimento SAGRADO e isso é muito importante. Os peixes devem ser respeitados até na hora de serem cortados. Por isso, as facas são as melhores e mais bem afiadas do mundo. Para que eles possam seguir a linha da sua vida e morte. Respeitar o corte feito naquele salmão por exemplo, é agir de forma equilibrada para que aquele peixe não tenha morrido em vão. Porque até a morte deve ser respeitada e agradecida, lindo não é? Profundo como tem que ser. Um chefe francês que admiro muito e que possui essa postura é o Thierry MARX, que procura aplicar muito da filosofia asiática em seus pratos.

Então, vamos sintonizar a nossa rádio interior e consumir consciente procurando saber o ANTES, DURANTE e DEPOIS daquele produto que fez um longo caminho para chegar ao nosso prato, certo?

Com amor,

 

 

 

 

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O melhor bar de coquetel de Londres [pt]

O BAR PERFEITO DE LONDRES 

Bar Nightjar, 129 City Road, London. (uma pequena porta com a placa abaixo)

 

6nightjar 2nightjar 4nightjar 5nightjar]créditos: https://barnightjar.com/

Londres é assim, você vê uma portinha que não dá nada por ela, toca o interfone entra em uma espécie de cave e quando chega embaixo WOWWWW! Este é um bar de jazz antigo que tem show ao vivo e é especializado em coquetéis (os melhores que já provei). O coquetel é colocado em cena pela delicada decoração escolhida, adaptado a garradas, copos e objetos inusitados de decoração ou não, tudo é muito criativo e personalizado para cada cliente. UMA DELÍCIA! Vale a pena RESERVAR com antecedência pelo site. Eles cobram uma taxa pela música, o que é justo e se você reservar e não for, eles cobram a metade do couvert.

 

Infelizmente nossas fotos ficaram muito escuras porque o ambiente é iluminado por velas e pouca luz. Mas deixo aqui embaixo as melhores.

créditos: https://barnightjar.com/

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Nos assistimos a apresentação do  “The fobo Jug Band

 

I LOVE IT!

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London – Greenwich [pt]

 

Chegamos em Londres e aproveitei o momento que fui comprar os tickets de transporte para pegar o mapa da cidade, de graça, of course. Fomos direto pro bairro Greenwhich.

Greenwhich é um bairro bem familiar, calminho e eu escolhi começar por ai (sim, sou sempre eu que faço os roteiros então eu decidi começar por ali ahaha). Quando eu era pequena, mais ou menos na 5 série a minha Professora falava muito do “meridiano de Greenwich” aquela linha imaginária que dividia o Globo terrestre entre ocidente e oriente. Wowwww! Aquilo pra mim parecia mais …”Alice no país das maravilhas”, sabe? Era tão imaginário que eu tive muito problema para distinguir Longitude e Latitude (não era palpável, eu não entendia!). Enfim, foi chegado o dia de encontrar com a danada da linha imaginária, que me fez ficar sentada naquela cadeira aprendendo tanta teoria.

O meu interesse neste bairro, é algo inóspito, um olhar diferente da cidade, mais alternativo, com uma visão menos turista e mais cultural. Misturado a tudo isso, um pouco da realidade do dia a dia dos londrinos que moram sim mais afastados do centro da cidade. Neste bairro a parte, dá até pra sentir a calmaria, o que não é o caso no fim de semana (Check!). Para mim é a parte mais interessante de Londres.

O nosso primeiro Hostel foi:

1- St. Christopher’s Greenwich – 189 Greenwich High Road.


Sim, um hostel po
Photo-2017-05-03-20-01-14_3522rque eu detesto viajar e não conhecer pessoas ou ficar sem trocar experiências com quem está ali viajando. Aprendi que o hostel é o lugar no qual podemos ter as melhores dicas de viagem pelas pessoas que trabalham e pelos turistas que os frequentam. Tem gente de todas as idades mas a diferença é que o espírito é jovem, dinâmico e eles sempre tem dicas de lugares secretos que é só quem trabalha ali é quem sabe.Photo-2017-05-03-21-04-56_3521

Óbvio, que depois de viajar e andar (vocês também sentem isso?), eu estava morrendoooo de fome e cansaço. Ótimo! porque este hostel é também PUB e eu ameiiiii as cervejas + o meu sandwiche e batatas artesanais.

Demos um passeio pelo bairro a noite e vimos muitos PUB’s autênticos, charmosos e típicos. Deu mesmo vontade de entrar em cada um para experimentar tudo o que eles tinham. Voltamos para o hostel para dormir e poder acordar cedo. Eu estava muito feliz!

 

DIA 1 – GREENWICH

Então, vamos aos pontos turísticos mais interessantes deste bairro chamado Greenwich:

Saindo do Hostel encontramos as tais cabines telefônicas inglesas. O marco das fotos de quem vai pra Londres. Paramos para o clichê, porque a casa é de espeto mas o ferreiro é de pau. 🙂

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Aliás, Londres é uma das cidades com o metro quadrado mais caro da Europa. Inclusive, os ingleses são muito inteligentes em matéria de dinheiro. Eles não tem o menor problema em rentabilizar todo o espaço que eles têm e isto ficou bem claro desde que chegamos. Money, money, money!

Estas cabines, por exemplo não são mais usadas como cabines telefônicas e sim, como mini escritórios para as pessoas trabalharem. Uma delas inclusive era de um chaveiro que estava trabalhando no momento em que fizemos as fotos e as outras duas para alugar. Apertado? Sim! Criativo? Também!

DICA 1– Este restaurante atrás de nós e ao lado das cabines é muito legal, chama-se: The Mitre, Vale a pena ir tomar uma cerveja e comer alguns tapas no fim da tarde, ou um café da manhã (brunch) que eles preparam no local. Brasileiros, se forem para o serviço de almoço/janta, pensem em RESERVAR!

Continuando nosso passeio…Primeiro dia foi um dia cultural, aproveitar que todos os museus nacionais em Londres são GRATUITOS.

1- National Maritime Museum

Neste dia estávamos com vontade de andar e então, andamos do nosso hostel até o Maritime Museum. Este lugar é lindo, vale super a pena de passar um dia inteiro lá conhecendo todos os complexos (Cutty Sark, Queen’s House e Royal Observatory) além do Greenwich Park que estão ao redor.

Este museu é para os amantes de barco, viagens e mar. Nós amamos barcos, viagens e mar então descobrimos que visitar este museu foi encantador. Ele conta a história da Inglaterra com a sua frota naval, a relação das guerras e sua força marítima, é claro! Um país que é uma ilha não se pode dar ao luxo de não ser e ter uma potência marítima. O museu é bem lúdico então vale a pena se aventurar, para quem não gosta de museu, eu incito dar uma passadinha no site e ver que este é diferente de todos os outros. 🙂

DICA 2 – Em todos os museus gratuitos, eles vão “disponibilizar” um mapa do museu que custa 1 libra. Sinceramente, eles meio que te convidam a comprar. Nós não achamos necessário em nenhum museu, comprar o mapa. Primeiro, porque aquele papel ali depois você vai jogar no lixo (Pensem em reduzir a poluição) e em segundo lugar, porque os museus são extremamente bem sinalizados, não é necessário, de verdade.

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Photo-2017-05-04-08-57-36_3536 Photo-2017-05-04-08-58-01_3537Na saída, perguntamos algumas informações a uma pessoa da recepção e ela foi tão fantástica, que “pegou a gente pela mão” e levou até a saída para explicar, muito claramente, a informação que pedimos. Serviço excepcional!

DICA 3- The Queen’s House

Todos os museus só abrem às 10 da manhã (AM). Nós que chegamos lá umas 8h tivemos que esperar algumas horas. Por isso, não visitamos a casa da rainha (The Queen’s House) por dentro. Entretanto, se você gosta de arquitetura, vale a pena visitar. A The Queen’s House é um dos mais importantes edifícios da história da arquitetura britânica, sendo o primeiro edifício conscientemente clássico a ser construído na Grã Bretanha. Foi também uma grande inspiração para o pintor William Turner no século XVIII.

 

Photo-2017-05-04-09-01-49_35432- The Queen’s House

Logo na saída a sua direita está este espaço verde da foto acima com a “The queen’s house” atrás

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O impressionante neste lugar é a proporção dos espaços verdes, antigos terrenos de caça da monarquia, cedido “gentilmente” para servir de espaço público.

O que é contraditório pois as casas inglesas tem uma arquitetura específica. A grande maioria são uma colada nas outras, as pessoas muitas das vezes dividem espaços dentro de uma só casa e ao contrário das casas, os espaços verdes são gigantescos. A casa da rainha, por exemplo é modesta comparada aos palácios e castelos franceses mas em matéria de espaço verde, eles são mil vezes maior. O que Photo-2017-05-04-09-13-39_3554também leva a uma segunda reflexão: se na Inglaterra eles passam a Photo-2017-05-04-09-42-59_3569maior parte do tempo com um clima frio, porque Photo-2017-05-04-09-08-19_3552existem tantos lugares a céu aberto como esse? Será que é daí então que vem a cultura dos PUB’s ingleses? Pra todo mundo ficar juntinho e confortável?

 

Trá lá lá a parte, vamos ao essencial…

3- Royal Observatory Greenwich

Preparem as pernocas! Atravessamos todo o Greenwich Park, ele é MARAVILHOSO! Eu acho que dá pra perceber a diferença do meu semblante nas fotos. É um lugar de paz, as pessoas trazem seus cachorros pra passear, livres e como eles são felizes em liberdade. Foi delicioso fazer estes caminhos sem fim, sem saber ao certo se íamos na boa direção (porque eu não fico controlando tudo o que marquei pra visitar). Embora a viagem tenha um tema e uma direção, a narrativa da viagem é a vida que faz e é lindo assim. Subimos a rampa que leva do nível em que estávamos até lá em cima e voilá!Photo-2017-05-04-09-22-42_3559Photo-2017-05-04-09-22-32_3557Photo-2017-05-04-09-33-34_3563Photo-2017-05-04-09-25-54_3560

Enfim, minha criança pode enfim visitar fisicamente este tal lugar onde passei anos para entender esta linha imaginária que dividia o oriente, do ocidente, coisas do meu fantástico mundo. Gente, é lindo! é apaixonante, foi emocionante pra mim poder estar ali, lembrar dos livros de geografia, dos meus professores etc. Foi literalmente o encontro do que eu imaginava com a realidade e deixo escrito aqui, superou minhas expectativas. A vista, a paz, o parque, a linha, tudo foi encantador.

O Meridiano de Greenwich ou Meridiano Principal é o meridiano que passa sobre a localidade de Greenwich (no Observatório Real, nos arredores de Londres, Reino Unido) e que, por convenção, divide o globo terrestre em ocidente e oriente, permitindo medir a longitude. Foi estabelecido por SirGeorge Biddell Airy em 1851. Definido por acordo internacional em 1884, enfrentou uma concorrência com a França (seria denominado “meridiano de Paris”), Espanha, (seria denominado “meridiano de Cádis”) e com Portugal, (seria denominado “meridiano de Coimbra”), antes de ser definido como o primeiro meridiano.Old Royal Navy College Assim foi definido graças ao poder da grande potência da época, a Inglaterra. Serve de referência para calcular distâncias em longitudes e estabelecer os fusos horários. Cada fuso horário corresponde a uma faixa de quinze graus de longitude de largura, sendo a hora de Greenwich chamada de Greenwich Mean Time (GMT). Fonte: Wikipedia

4- Old Royal Naval College

O melhor e mais interativo museu marítimo. Indico a toda a família, principalmente aqueles que tem crianças. Fizemos uma visita rápida e é bem instrutivo.

 

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5- Cutty Sark

Este passeio é PAGO (Entre 6 -46 libras) mas para os amantes de barco, este é é o lugar mais fantástico para visitar. O último navio antigo guardado e recuperado. Os nós, as cordagens, a conservação da proa enfim…uma experiência a viver.

Foi construído em 1869 em Dumbarton, no rio Clyde (Escócia), nos estaleiros Scott & Linton, com projeto do engenheiro naval Hercules Linton. Deve o seu nome à indumentária da personagem “Nannie”, uma bruxa dançarina, do poema “Tam o’Shanter”, de Robert Burns, publicado em 1791. A embarcação destinava-se ao transporte de chá, naquela época objeto de um dinâmico comércio entre a China e a Grã-Bretanha.  O início da carreira do Cutty Sark, entretanto, não foi dos mais promissores.

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e logo em frente ao barco está o 6- City Cruises Greenwhich Pier, que são passeios de barco que te leva ao outro lavo da ilha.

Por fim, terminamos nossa visita deste bairro tão lindo, no 7- Greenwich Market

Um mercado vintage, que vende de tudo mas sobretudo o que me interessou lá foi o cheirinho de comidas do mundo todo concentrado em um único local. Vale a pena comer neste tradicional mercado – eu decidi comer no Libanês pois estava com saudades. Uma delícia do Líbano e o Alain comeu, fazer um tour pelas lojinhas vintage e terminar com um delicioso churros brasileiro (Churros brasileiros que tem por missão ajudar a minimizar o impacto ambiental, apoia a reciclagem, biodegradável, orgânico e feito artesanalmente) de leite condensado na barraquinha da saída (ao lado esquerdo). Pensem em uma pessoa feliz!

Infelizmente minha bateria acabou e nós ficamos sem fotos desta última parte deliciosa. Até a próxima capitão!

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créditos destas 3 fotos: TripAdvisor, helenasbistro e thinkhotels

 

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O que comprar? Substâncias Tóxicas nos Cosméticos [pt]

Axe, Kiko, L’oreal, Chanel, Dior, Guerlin, La Roche-Posay etc*

Atenção as substâncias tóxicas são apresentadas somente aos artigos escritos na lista, isto não significa que a marca toda está “contaminada” mas um produto preciso.

Um estudo foi realizado com mais de 1000 marcas de cosméticos consumidas no mundo todo. Vamos prestar atenção ao nosso consumo e voltar nossa atenção aos produtos nos quais conhecemos realmente as origens. Difícil? Missão quase impossível.

Atualizado: 2017/06/07
Teste em 1.017 produtos

Graças a contribuição dos franceses, a lista de produtos cosméticos que contenham um ou mais ingredientes indesejáveis é enriquecida hoje para 1 000 produtos. Encontramos estes produtos em nossa casa neste exato momento. Os resultados estão classificados em 8 grandes categorias:  desodorantes e perfumes, maquiagem, produtos de proteção solar, cuidados com o corpo, produtos de higiene dental, produtos para bebês e crianças, o cuidado do cabelo e tratamentos faciais.

Cada segmento inclui produtos cosméticos em que identificamos uma ou mais substâncias perigosas. Irritantes, alérgenos, desreguladores endócrinos … eles não são incomuns em produtos de saúde e beleza, se géis de banho, cremes dentais, xampus, desodorantes, cremes faciais, hidratantes ou loção para o corpo. Esta lista irá evoluir como fabricantes são susceptíveis de reformular os seus produtos, em seguida, removendo as prateleiras para colocar os outros no mercado.

A lista está em francês, mas as categorias são fáceis de reconhecer pela foto e os produtos também tem fotos. Para acessar a lista de produtos, clique AQUI

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Londres- Dicas antes de viajar [pt]

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IMG_0139LONDRES é uma cidade fantástica! É verdade que Londres não era uma prioridade de país na nossa imensa lista ao redor do mundo. Acho que foi só chegar neste lugar que tudo se transformou.

A cidade é cosmopolita e bem dinâmica, o que nos proporcionou um gostinho de casa, além de ter minha principal motivação que é primo/irmão morando lá.

A impressão que eu tive é que já conhecia a cidade e as pessoas. Tudo era novo mas os códigos são muito parecidos com os códigos de “comportamento” dos brasileiros. Eles falam mais alto, saem depois do trabalho pra uma cervejinha, trabalham muito, sofrem pra caramba mas tem algo a mais do “saber viver” que nós brasileiros também temos. E olha que nós tivemos direito a todos os clichês antes da viagem. Nossa Londres! que caro, que chique, mas os londrinos são chatos, lá só chove, é feio, povo frio etc e boa notícia…pasmem, eles são lindos, queridos, acolhedores, a comida é super barata e não choveu nem um só dia de toda a semana que fomos. Demos sorte? SEMPRE!

Então vou deixar aqui algumas dicas de como nós vivemos nossa semana em Londres. A minha dica principal para quem vai viajar uma semana é: MORE EM BAIRROS DIFERENTES! Nós passamos 9 dias na cidade e “moramos” em dois bairros completamente diferentes, quase três. Porque não?

Ai Anne, mas como eu faço com as bagagens? Gente, esse mal eu não corro mais. Viajamos sempre com pouca bagagem (1 única mala) assim podemos nos locomover facilmente, conhecer a vida de outros pontos de vista e trazer muita experiência na bagagem. O lema é : Tranquilos! Pouca bagagem é qualidade de vida! Quem tem menos bagagem material, tem mais bagagem experimental. Entendem?

Photo-2017-05-03-12-25-02_3508PRIMEIRA DICA IMPORTANTE ANTES DE VIAJAR:

Parêntese – Olha só nossas caras no aeroporto de quem precisava mesmo de férias!

Como todos sabem a moeda da Inglaterra é a Libra esterlina. Assim que compramos as passagens, observamos diariamente a cotação do euro em relação a libra através do site da Boursorama (estimativa da bolsa de valores) e da Travelex (cotação real de compra). Assim, anotando todos os dias os valores de fechamento, podemos escolher um dia em que o saldo era mais positivo para nós e go!

Nós escolhemos a Travelex, porque foi a melhor cotação que encontramos, de verdade. Além disso, existe um cartão pré-pago (cash passaport) no qual você compra suas libras e utiliza como o cartão da conta bancária (aceito em todos os lugares onde fomos – bandeira mastercard). Nós preferimos utilizar este cartão porque sabíamos que as taxas de saque e compra iriam consumir uma boa parte do nosso budget. Por isso, preferimos utilizar este dinheiro das taxas para viver mais experiências legais. O Cartão + Câmbio pode ser feito pela internet. O cartão fica disponível para sacar na agência (sem custo) ou enviar para sua casa (com custo de transporte).

DICA 2: Compre as libras pelo site deles na internet. Há uma grande diferença entre comprar na loja física e comprar pela internet, devido as taxas de serviço da loja física serem altas. Dependendo da quantia você vai trocar, no final pode sim fazer uma diferença.

Malas prontas + cartão na mão + passaportes e GO!

E lá vamos nós, para mais uma aventura decolando do aeroporto de Bordeaux direto pro Aeroporto de StPhoto-2017-05-03-17-52-46_3512ansted em Londres. Este aeroporto fica um pouco afastado da cidade, por isso temos que contar com um ônibus/navette (existem várias opções de todos os preços) que nos leva direto do aeroporto ao centro da cidade. Compramos somente a ida, que custou cerca de 12 euros. Sim, euros! pois compramos direto pela internet para garantir porque não sabíamos como ia ser chegando a tardezinha.

O ônibus tem WI-FI, são bem confortáveis e a viagem passa rapidinho. Escolhemos o ponto onde iriamos descer mais próximo de uma estação de metro. Deixo AQUI uma outra opção de transporte. Para quem gosta de precinhos excelentes, existe um ônibus de 7 libras que faz o mesmo trajeto e você compra diretamente no aeroporto. Tem cartazes espalhados por todo lado com as informações. Não fala inglês? NO problem! Os cartazes são bem gráficos tem um ônibus gigante escrito (Airport transferes) et 7LS. O site pode ser visto em espanhol também AQUI.

DICA 3: Transportes (Metrô, ônibus e Trem)

IMG_0138Como ficamos mais de 6 dias compramos um passe ilimitado (Any permited) para todos os transportes dentro e fora de Londres (Oxford, Brighton etc). Nosso cartão foi feito em um guichê com uma pessoa física. É NECESSÁRIO UMA FOTO 3X4 e sorte que eu tinha uma velhinha comigo. Eles fazem o cartão na hora (é necessário falar/entender inglês, ele vai propor a melhor opção) e você pode circular por onde quiser, quantas vezes quiser. Asas para voar!

Este é o nosso 1 post de uma sequência de três partes…saindo um por semana! YAHOO! Qualquer dúvida, questão podem deixar um comentário que eu vou fazer o possível para responder o mais rápido possível.

beijos,

Anne.

 

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Especial de Natal: Pimenta Dioica ou Pimenta da Jamaica [pt]

Olá! Hoje vamos falar sobre uma especiaria que tem suas origens na América. A Pimenta Dioca ou mais conhecida como Pimenta da Jamaica. De nome científico Pimenta racemosa, os nomes podem mudar consideravelmente de acordo com o país.

Chamado de folha de louro aromática no século 17, esta árvore que pode chegar até 20 metros não tem nada a ver com a folha de louro.

15216118_1828134250777794_203151023_o A Pimenta da Jamaica seria originária dos antillhes ou da Venezuela.

Nas Ilhas Caraíbas eles chamavam esta especiaria de « achourou » que utilizavam para preparar um shampoo para cabelos e uma espécie de sabão. Eles apelidaram de “4 especiarias” pois seu gosto lembra o de pimenta, a da canela, cravo da Índia.

3€07 um sachê com 100g no Dock des épices à Bordeaux.

Senta que lá vem história:

Pimenta dioica (popularmente conhecida como pimenta-da-jamaica) é uma espécie de árvore que chega a medir 10 metros, da família das mirtáceas. Tal espécie de árvore possui casca lisa e acinzentada, folhas coriáceas, flores em cimeiras axilares e frutos bacáceos. Nativa da América Central e Caribe, sua madeira é própria para o fabrico de bengalas, e a casca, os frutos e as sementes são estimulantes, carminativos, aromáticos e sucedâneos da pimenta-do-reino. Também é conhecida pelos nomes de murta-pimenta, pimenta e pimenta-de-coroa.

As folhas desta árvore têm aplicações medicinais (ex.: em males ginecológicos ou como analgésico) e no fabrico de cosméticos e perfumes. A madeira utiliza-se para construção de móveis e de edifícios rurais. As flores são úteis para a produção de mel e as árvores para o ensombramento de cafezais, como cercas vivas ou como ornamentais. É nativa dos neotrópicos aos quais se restringe a sua distribuição actual (México, Belize, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Cuba e Jamaica).

Suas folhas contém óleos essenciais. Destinalas na bebida Rum, ela produz o “bay-rum”. Muito utilizado nas ilhas. O óleo produzido por esta especiaria é também utilizado na aromaterapia. Suas características estimulantes aumentam o ânimo e dá aquele empurrãozinho no emocional. Ele possede, igualmente um excelente desempenho tônico e ajuda a baixar a pressão alta (Por favor consultar um médico ou especialista na área).

 

15233768_1828134114111141_814291515_oPrincipais Indicações:

Dores articulares e musculares

Infecção dentária ou nas vias respiratórias

 

SABORES?

15216118_1828134250777794_203151023_oO seu sabor é bastante apreciado e lembra a combinação de canela, noz-moscada e cravo-da-índia. O interior dos frutos contém duas sementes que depois de beneficiadas dão um sabor especial às conservas, e servem para condimentação de carnes e mariscos. A pimenta-da-jamaica branca é ideal para carnes brancas, maioneses e molhos brancos, por ser mais suave. A preta é indicada para carnes vermelhas. A pimenta moída serve para aromatizar bolos, biscoitos, pudins, carnes, sopas e molhos. A Jamaica é o maior produtor com cerca de 70% da produção mundial.

Fontes para tradução: Wikipédia